12 de outubro de 2012

Resenhando: Lunar: Silver Star Story Complete.



 Olá a todos. Acordei mais cedo neste belíssimo domingo, após uma excelente escapada da rotina de fim de semana. E logicamente, isso me deixou inspirado para dar continuidade com o blog e compartilhar alguma coisa bacana com os fãs de games.
Criei agorinha uma página no Alvanista, uma rede social para gamers, e embora seja bastante comum no sistema que oferece, dá para relembrar alguns games clássicos, avaliar, resenhar e manter um acervo pessoal do que você jogou, vai jogar, ta jogando, tem, terá e what have you. E é graças a esta rede social que encontrei algum game para resenhar.. Um que foi muito essencial e marcante na minha vida.


Lunar: SSSC (Lunar: Silver Star Story Complete) é um “remake” do game para Sega Saturn, ampliando ricamente todos os pontos positivos do game original, e tornando este um clássico da infância da maioria dos gamers dos anos 90. E no meu caso, o game foi ainda mais especial, devido ao sofrimento que tive para conseguir tê-lo.
Naquela época gloriosa, eu não tinha acesso à internet, impossibilitando que eu baixasse jogos, lesse resenhas ou pesquisa-se sobre jogos que fossem mais do meu interesse e gênero preferido. Eu tinha de ir a uma loja de games, escolher a olho os CDs, e confabular com o vendedor sobre a opinião dele e até dar uma olhadinha no começo do jogo. Estranhamente, parecia que as leis da abundância faziam muito sentido naquela época. Todos os jogos que eu comprava eu gostava, jogava horas a fio até zerar, com exceção de gêneros que eu sempre torci a cabeça. Mas esse é um assunto para outra postagem, certo?
Minha única maneira de conhecer outros jogos mais diversificadamente era por meio de diversas revistinhas gamers que vendiam pra caramba na época. Uma delas especialmente marcou minha vida, e era justamente uma completamente dedicada a Lunar. Era uma World Games (Que saudade dessas revistas...) especialmente Special, praticamente um detonado linear para o game todo. E diversas coisas me fizeram querer esse game tão desesperadamente, e eu vou tentar dar uma resumida básica sobre o que se trata o jogo.
Lunar é um clássico game de RPG medieval, com batalhas por sistema de turno, personagens “cabeçudinhos”, o tradicional sistema de MP. A história se passa num mundo aonde existem monstros, dragões e inclusive deuses. Neste caso, deusa. O protagonista é Alex, um caipira de uma cidadezinha pacata, cujo sonho é viver uma aventura como seu ídolo, o “Dragonmaster” Dyne. Alex vive com Luna, sua irmã adotiva, e ambos têm um forte laço de amizade e é claro, um subentendido amor.

 A abertura do game..
Por convite de seu amigo gorducho, covarde e ganancioso, Ramus, Alex resolve embarcar na sua primeira grande aventura: rumo à caverna do dragão Quark, para encontrar um Dragon Diamond, o qual Ramus planeja vender e provar a seu pai, o prefeito da cidade, que não é simplesmente um gordo preguiçoso e incapacitado. E esse é o primeiro passo de uma jornada de amadurecimento, na qual Alex acaba descobrindo que é um candidato a ser o novo Dragonmaster, e deve desbravar o mundo em busca dos outros dragões e passar por diversos testes físicos e emocionais para conseguir realizar seu sonho. E é claro, em sua jornada, irá encontrar diversos amigos e companheiros, assim como inimigos, os quais irão marcar sua vida e pesar em todas as suas decisões, numa jornada de amadurecimento para evitar que uma terrível força mude o mundo que ele tanto ama.
Com um tema como esse, que criança não ficaria maravilhada? Pois é. Foi meu caso e o de muitos outros. A idéia de desbravar o mundo e realizar um sonho, criar laços de amizade, vencer obstáculos e (porque não?) ficar rico, é o suficiente para deixar qualquer criança vidrada. É basicamente o que a vida deveria ser. Seria tão bom ser um aventureiro e desbravar o mundo, ganhar dinheiro matando monstros e ajudando civis a viverem tranqüilos.. Ai ai..

 Cenários suaves e bem feitos..

Batalhas por turno, e o clássico sistema de MP (Magic Points)
Os personagens em Lunar são cativantes. Eles têm personalidade e seus próprios conflitos internos a vencer, o que facilita você amá-los. Não há como odiá-los (com exceção da voz irritante do Nall). Eles são bem humorados, e de boa índole (mesmo que não pareça em alguns momentos). Isso inclui os vilões também, que são de certa forma, bem estruturados.
Visualmente, o jogo é suave. Os gráficos 2-D com personagens SD (Super-Deformed vulgo “Cabeçudinhos”) são muito bem renderizados, e os cenários são belíssimos. São como jujubas e gomas.. você olha para a tela e quer devorar tudo, mesmo em ambientes onde cores escuras e tenebrosas são predominantes. O game conta com pequenas CGs em anime, e que são ótimas, exceto pela dublagem que realmente deixa um pouco a desejar. Se você não é um die-hard por gráficos reais e um amante dos games old-school, vai se sentir a vontade.
Os controles são simples.. Movimentação dos personagens, seja pelo mapa do mundo, por cidades ou dungeons, ou os controles de batalha, são bem específicos e não exigem pressa nem incomodam o jogador. O que peca um pouco no game é que as batalhas são um pouco tediosas, sendo possível que no remake essa parte fosse mais bem elaborada, incluindo algumas bobagens como as armas que eles usam serem diferentes em batalha..
Musicalmente falando, o game é maravilhoso. Os temas são bem retratados pelo compositor, as emoções dos personagens e momentos do enredo tem total sincronia com a trilha. Você pode se sentir numa aventura de verdade, pode sentir tristeza e imensa alegria.. Nostálgico. Essa trilha é a favorita de muitos RPG gamers old-school, e mesmo após tantos anos ainda permanece numa excelente posição nas minhas trilhas favoritas.

A trilha do mapa do mundo. Isso sim é um tema de aventura..

Na parte de sons do game, posso com certeza afirmar (e não estar sozinho) que a VOZ DO NALL É IRRITANTE DEMAIS. Felizmente, você não ouvirá tantas vezes a voz dele, exceto pelo seu “Come on, get back on yout feet!” que ele diz em batalha quando um personagem está desmaiado.
Em termos de “Replay”, a maioria dos RPGs são fracos. Você precisaria dar um longo tempo para voltar a jogar novamente Lunar após a conclusão.. E isso não é anormal. Eu mesmo já joguei ele 3 vezes, incluindo a deste momento hahaha. Muita coisa acaba passando batido, e como um filme ou livro, “reler” Lunar pode ser muito mais interessante que a primeira jogada.
Como preciso manter consistência com as postagens no blog, vou entregar essa aqui para vocês agora, e compartilhar nos links abaixo a revista que me fez amar esse jogo, juntamente com a trilha e links para o emulador e aonde baixar a ROM do game. Espero que curtam como eu curti e aproveitem cada momento desse jogo. Um abraço a todos.

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