8 de dezembro de 2012

APOCALIPSE CAPÍTULO 16

Depois de muito tempo ruminando um post, tendo abandonado o blog por mais de 1 mês, decidi voltar fazendo por merecer. Portanto, este post vai contar um pouco de 2 jogos espetaculares que estive jogando durante esse recesso.


DARKSIDERS : WRATH OF WAR



   O jogo foi desenvolvido pela Vigil Games e publicado pela THQ  para o Playstation 3,  Xbox 360 e PC em 2010.

   Embora tenha recebido boas críticas (média de 8,5 nas reviews de revistas especializadas)  e vendido muito bem (um pouco mais de 1,2 milhão de cópias vendidas no primeiro mês de lançamento), existem aqueles que torceram o nariz pro jogo, acusando-o de "falta de originalidade". Pois bem, na verdade eu penso que ele traz um mais do mesmo costurado com maestria, exaltando aspectos da jogabilidade de vários outros jogos, de forma tão competente que, em alguns pontos, chega a ultrapassar, qualitativamente, alguns destes que serviram como inspiração.

    Basta meia hora de jogo para perceber que alguns detalhes de jogos como God of War, Prince of Persia, Devil May Cry, Shadow of Colossus e Legacy of Kain foram trazidos à sua jogabilidade, o que só abrilhantou o game.
    
   A história conta que os reinos do Inferno e do Céu sempre estiveram em guerra, porém nunca havia sido definindo  o lado vencedor. Em meio a isso, surge um novo reino, o da Terra, que se encontra bem no meio dos outros dois.
Para que o equilíbrio fosse conquistado foi feito um tratado (Pacto dos sete selos) onde os dois rivais decidiram que a guerra deveria parar até que o Reino da Terra estivesse preparado para lutar e se defender de igual para igual, e os sete selos tivessem sido rompidos.

    Disso, surgem os quatro cavaleiros do apocalipse, com o intuito de se manter o equilíbrio e honrar o tratado.



   No jogo, você comandará Guerra (cá entre nós, um sujeito meio travadão, porém muito poderoso), o mais temido dos 4 cavaleiros, que é chamado à Terra e, pensando que os selos haviam sido rompidos, começa a lutar com anjos, humanos e demônios.
   Porém, durante a batalha como o demônio Straga, Guerra é derrotado e morto. Após essa derrota, Morte é trazido frente ao Conselho que o considera culpado pelo apocalipse antecipado e de ter se aliado ao Inferno. Ele pede ao conselho que tenha a chance de provar sua inocência, voltando a uma Terra destruída e dominada pelos vitoriosos Demônios, 100 anos após sua morte.

   E a partir daqui, chega de spoilers!

   Vamos voltar à analise do jogo...

   Pois bem... O jogo é muito bonito, todo cartunizado e colorido, com cenários de cair o queixo, com uma ambientação magistral lhe proporcionará, mais ou menos, 15h de boa diversão.
   Além disso, toda a sonorização, incluindo a trilha sonora, chama muito a atenção pela sua ótima qualidade. Mas, o que chama mesmo a atenção neste jogo é o seu roteiro (assim como os personagens inclusos nele). É uma história tão imersiva e cativante que nos deixa ansiosos pela próxima cut scene (coisa rara).
   Em resumo, tanto o Darksiders quanto seu sucessor, são jogos obrigatórios aos amantes dos games. 


MINHAS NOTAS PRO JOGO:

Visual: 9,0
Enredo: 8,5
Áudio: 9,0
Jogabilidade: 7,0
Diversão: 8,0
Rejogabilidade: 7,0

Nota final do jogo:  8,08

DARKSIDERS II



   Lançado em Agosto de 2012, este jogo, muito aguardado, não deixou os fãs nem um pouco decepcionados, apesar da troca do personagem principal, e das muitas mudanças em sua jogabilidade.
   
   Embora ainda traga muitas características de outros jogos de sucesso, o jogo ganhou muito  em relação a construção de uma identidade própria, ao incorporar alguns elementos de MMO (mesmo sendo jogado offline), e superando seu antecessor quanto a qualidade gráfica  e quanto a plasticidade dos movimentos dos personagens.

   Mas como nem tudo são rosas, o enredo de Darksiders II não se mostrou tão empolgante quanto o do primeiro episódio da série... O que é compensado com a riqueza da construção de seu personagem principal, Morte.
   
   Fiquei impressionado com as diferenças entre os protagonistas do primeiro jogo e do segundo. Diferenças que vão muito além da movimentação mais ágil de Morte em relação a seu pesado e truculento irmão. Pois são as disparidades do caráter psicológico de cada um que mais despontam neste jogo.
Morte, praticamente carrega o jogo nas costas. Seu carisma é tão grande que logo que comecei a jogar, outro protagonista, de outra série famosa de jogos me veio a mente. Raziel, de Legacy of Kain : Soul Reaver.



   Neste jogo, estaremos no controle de Morte, que ao descobrir que seu irmão Guerra está sendo culpado pela extinção dos homens e de uma suposta aliança com o Inferno, parte na busca de algo que traga a absolvição de seu irmão e que revele a verdade sobre os fatos que envolveram a quebra do Pacto dos Sete Selos, por acreditar que tudo não passe de uma conspiração.

   O jogo tem mais ou menos 35 horas de duração, porém existem muitas side quests que podem fazer que ele passe a ser mais longo ( e o roteiro mais empobrecido). Além disso, o mapa é duas vezes maior que o primeiro, mas não se anime, o jogo continua bem linear.
As sequências de luta ficaram bem mais dinâmicas e uma variedade maior de armas possibilita maior liberdade durante as mesmas. No entanto, nos dois jogos, a inteligência artificial dos inimigos comuns não é muito admirável. Mas isso não tira a graça de destroçarmos todos eles...

MINHAS NOTAS PRO JOGO:

Visual: 9,5
Enredo: 6,0
Áudio: 9,0
Jogabilidade: 8,0
Diversão: 8,0
Rejogabilidade: 7,0

Nota final do jogo:  7,91

   A notícia ruim é que a THQ anda meio ruim das pernas e periga falir, portanto, a continuação da Saga Darksiders corre grande risco de não ser terminada. Eu vou ficar na torcida pela venda de Darksiders II e recuperação financeira da THQ, senão nunca conheceremos Conquista e Fúria, os outros dois cavaleiros do apocalipse (adaptação de Fome e Peste), assim como nunca teremos um ponto final na belíssima história que se iniciou em Wrath of War.

19 de outubro de 2012

POR FORA, BELA VIOLA...



      Olá pessoal! 

   Hoje, vou apresentar o jogo INVERSION, desenvolvido pela Saber Interactive, 
distribuído pela Namco Bandai Games, lançado em julho deste ano,  com versões para PS3, XboX 360 e PC.
   Vi o trailer deste jogo, pela primeira vez, no ano passado, quando procurava informações sobre o que havia sido apresentado na E3 daquele ano, e fiquei maravilhado pela beleza gráfica do jogo, principalmente no que diz respeito a ambientação, porém, jogo "jogado" e zerado, tenho ressalvas.

   Mas por que fazer um post sobre um jogo que você não achou tão bom?

   Para ajudar você, gamer, a tirar suas próprias conclusões e decidir se deve ou não gastar seu rico dinheirinho no tal jogo.

   Pois, vamos lá!



   O protagonista do jogo é o policial Davis Russel, que estará sempre sendo auxiliado por seu parceiro Leo.  O jogo está todo ambientado num mundo futurístico (próximo), onde uma raça chamada "Lutadores" invade a terra... Acredite!
   Os dois personagens presenciam os primeiros fenômenos gravitacionais quando decidem voltar ao apartamento de Davis, para tentar encontrar Cara, a esposa de Davis e sua filha.
   Quando chegam ao prédio, o encontram tomado por inimigos, e descobrem que Cara havia sido morta e a filha de Davis, Leila, raptada.  A partir daí, durante o jogo todo, os dois partem numa busca ensandecida pela menina.





   Agora que já sabemos o básico sobre a história, vamos analisar um pouco da jogabilidade deste jogo. Quando penso no que seria o ponto mais atrativo do jogo, automaticamente me vem o "conceito". Afinal, o roteiro não é um dos mais elaborados e, durante o desenrolar do jogo, a história não fica muito bem amarrada. Porém, o tal do conceito do jogo é esplendido.
Fora isso, o visual do jogo é muito, mas muito legal! E só é assim, graças o bom trabalho feito com a ambientação do jogo e com o fato de que quase tudo é interativo no cenário. 

  
    A movimentação do personagem é um pouco lenta e limitada, e a mira não é nada boa comparada com a de outro jogos do gênero, mas nada que vá estragar o bom humor de um jogador menos cri cri. 
Basicamente, o que você faz  no jogo é ir seguindo os mapas da história atirando em tudo que se move, já que, mesmo com tantas cutscenes, a história fica em trigésimo plano.
    No jogo, seu personagem pode carregar até 2 armas, mais uma granada, contudo, leva também uma espécie de jetpack (Gravlink) que, quando acionado, consegue alterar a gravidade de objetos e utilizá-los como armas.
   
   Um fato engraçado, é o aviso dado pelo fabricante, antes do início do jogo, que diz que, para algumas pessoas, o jogo pode causar tonturas, dores de cabeça e náuseas. Talvez devido a constante mudança no sentido da gravidade no jogo.
Essas mudanças de direção da força da gravidade, são o que torna o jogo tão atraente à primeira vista, sendo que eu realmente me diverti com essas anomalias.


   Por fim, o jogo é um sandbox de tiro em terceira pessoa, que tem um conceito muito interessante,  com muitas cutscenes, com um roteiro mau nutrido, e uma "fotografia" de cair o queixo.



MINHAS NOTAS PRO JOGO:

Visual: 8,5
Enredo: 4,5
Áudio: 6,0
Jogabilidade: 5,5
Diversão: 7,0
Rejogabilidade: 6,0


Nota final do jogo:  6,25


PARA AQUELES QUE QUISER EXPERIMENTAR O JOGO:

12 de outubro de 2012

Resenhando: Lunar: Silver Star Story Complete.



 Olá a todos. Acordei mais cedo neste belíssimo domingo, após uma excelente escapada da rotina de fim de semana. E logicamente, isso me deixou inspirado para dar continuidade com o blog e compartilhar alguma coisa bacana com os fãs de games.
Criei agorinha uma página no Alvanista, uma rede social para gamers, e embora seja bastante comum no sistema que oferece, dá para relembrar alguns games clássicos, avaliar, resenhar e manter um acervo pessoal do que você jogou, vai jogar, ta jogando, tem, terá e what have you. E é graças a esta rede social que encontrei algum game para resenhar.. Um que foi muito essencial e marcante na minha vida.


Lunar: SSSC (Lunar: Silver Star Story Complete) é um “remake” do game para Sega Saturn, ampliando ricamente todos os pontos positivos do game original, e tornando este um clássico da infância da maioria dos gamers dos anos 90. E no meu caso, o game foi ainda mais especial, devido ao sofrimento que tive para conseguir tê-lo.
Naquela época gloriosa, eu não tinha acesso à internet, impossibilitando que eu baixasse jogos, lesse resenhas ou pesquisa-se sobre jogos que fossem mais do meu interesse e gênero preferido. Eu tinha de ir a uma loja de games, escolher a olho os CDs, e confabular com o vendedor sobre a opinião dele e até dar uma olhadinha no começo do jogo. Estranhamente, parecia que as leis da abundância faziam muito sentido naquela época. Todos os jogos que eu comprava eu gostava, jogava horas a fio até zerar, com exceção de gêneros que eu sempre torci a cabeça. Mas esse é um assunto para outra postagem, certo?
Minha única maneira de conhecer outros jogos mais diversificadamente era por meio de diversas revistinhas gamers que vendiam pra caramba na época. Uma delas especialmente marcou minha vida, e era justamente uma completamente dedicada a Lunar. Era uma World Games (Que saudade dessas revistas...) especialmente Special, praticamente um detonado linear para o game todo. E diversas coisas me fizeram querer esse game tão desesperadamente, e eu vou tentar dar uma resumida básica sobre o que se trata o jogo.
Lunar é um clássico game de RPG medieval, com batalhas por sistema de turno, personagens “cabeçudinhos”, o tradicional sistema de MP. A história se passa num mundo aonde existem monstros, dragões e inclusive deuses. Neste caso, deusa. O protagonista é Alex, um caipira de uma cidadezinha pacata, cujo sonho é viver uma aventura como seu ídolo, o “Dragonmaster” Dyne. Alex vive com Luna, sua irmã adotiva, e ambos têm um forte laço de amizade e é claro, um subentendido amor.

 A abertura do game..
Por convite de seu amigo gorducho, covarde e ganancioso, Ramus, Alex resolve embarcar na sua primeira grande aventura: rumo à caverna do dragão Quark, para encontrar um Dragon Diamond, o qual Ramus planeja vender e provar a seu pai, o prefeito da cidade, que não é simplesmente um gordo preguiçoso e incapacitado. E esse é o primeiro passo de uma jornada de amadurecimento, na qual Alex acaba descobrindo que é um candidato a ser o novo Dragonmaster, e deve desbravar o mundo em busca dos outros dragões e passar por diversos testes físicos e emocionais para conseguir realizar seu sonho. E é claro, em sua jornada, irá encontrar diversos amigos e companheiros, assim como inimigos, os quais irão marcar sua vida e pesar em todas as suas decisões, numa jornada de amadurecimento para evitar que uma terrível força mude o mundo que ele tanto ama.
Com um tema como esse, que criança não ficaria maravilhada? Pois é. Foi meu caso e o de muitos outros. A idéia de desbravar o mundo e realizar um sonho, criar laços de amizade, vencer obstáculos e (porque não?) ficar rico, é o suficiente para deixar qualquer criança vidrada. É basicamente o que a vida deveria ser. Seria tão bom ser um aventureiro e desbravar o mundo, ganhar dinheiro matando monstros e ajudando civis a viverem tranqüilos.. Ai ai..

 Cenários suaves e bem feitos..

Batalhas por turno, e o clássico sistema de MP (Magic Points)
Os personagens em Lunar são cativantes. Eles têm personalidade e seus próprios conflitos internos a vencer, o que facilita você amá-los. Não há como odiá-los (com exceção da voz irritante do Nall). Eles são bem humorados, e de boa índole (mesmo que não pareça em alguns momentos). Isso inclui os vilões também, que são de certa forma, bem estruturados.
Visualmente, o jogo é suave. Os gráficos 2-D com personagens SD (Super-Deformed vulgo “Cabeçudinhos”) são muito bem renderizados, e os cenários são belíssimos. São como jujubas e gomas.. você olha para a tela e quer devorar tudo, mesmo em ambientes onde cores escuras e tenebrosas são predominantes. O game conta com pequenas CGs em anime, e que são ótimas, exceto pela dublagem que realmente deixa um pouco a desejar. Se você não é um die-hard por gráficos reais e um amante dos games old-school, vai se sentir a vontade.
Os controles são simples.. Movimentação dos personagens, seja pelo mapa do mundo, por cidades ou dungeons, ou os controles de batalha, são bem específicos e não exigem pressa nem incomodam o jogador. O que peca um pouco no game é que as batalhas são um pouco tediosas, sendo possível que no remake essa parte fosse mais bem elaborada, incluindo algumas bobagens como as armas que eles usam serem diferentes em batalha..
Musicalmente falando, o game é maravilhoso. Os temas são bem retratados pelo compositor, as emoções dos personagens e momentos do enredo tem total sincronia com a trilha. Você pode se sentir numa aventura de verdade, pode sentir tristeza e imensa alegria.. Nostálgico. Essa trilha é a favorita de muitos RPG gamers old-school, e mesmo após tantos anos ainda permanece numa excelente posição nas minhas trilhas favoritas.

A trilha do mapa do mundo. Isso sim é um tema de aventura..

Na parte de sons do game, posso com certeza afirmar (e não estar sozinho) que a VOZ DO NALL É IRRITANTE DEMAIS. Felizmente, você não ouvirá tantas vezes a voz dele, exceto pelo seu “Come on, get back on yout feet!” que ele diz em batalha quando um personagem está desmaiado.
Em termos de “Replay”, a maioria dos RPGs são fracos. Você precisaria dar um longo tempo para voltar a jogar novamente Lunar após a conclusão.. E isso não é anormal. Eu mesmo já joguei ele 3 vezes, incluindo a deste momento hahaha. Muita coisa acaba passando batido, e como um filme ou livro, “reler” Lunar pode ser muito mais interessante que a primeira jogada.
Como preciso manter consistência com as postagens no blog, vou entregar essa aqui para vocês agora, e compartilhar nos links abaixo a revista que me fez amar esse jogo, juntamente com a trilha e links para o emulador e aonde baixar a ROM do game. Espero que curtam como eu curti e aproveitem cada momento desse jogo. Um abraço a todos.

LÁMEN DE KUNG FU COM CHUMBO



    

    John Woo Presents Stranglehold ou, para os mais íntimos, apenas "Stranglehold", é um jogo de tiro em terceira pessoa, lançado em 2007 pela Midway Games, para PC, XboX 360 e PS3.

    A princípio, pros desavisados, o jogo pode parecer mais uma cópia de Max Payne, franquia que teve sua estreia em 2001, lançada pela Remedy Entertainment´s, e que dispensa qualquer tipo de apresentação. Porém, acreditem ou não, toda a jogabilidade de Max Payne, no que se refere a sua famosa "bullet time", marca registrada do jogo, foi inspirada em um filme de John Woo , chamado Hard Boiled, de 1992.

     Neste filme, o personagem principal, o inspetor de polícia Tequila Yuen, também protagonista do jogo, realiza vários movimentos em câmera lenta, como saltos, enquanto atira e mata tudo e todos a sua volta (movimentos estes, reconhecidos como "Tequila time"). Aliás, pra quem conhece um pouquinho de cinema, John Woo parece ter institucionalizado as cenas de ação em câmera lenta! hehehe

    O jogo foi desenvolvido como continuação do longa metragem, dezessete anos depois do lançamento do mesmo, sob a supervisão atenta do diretor de cinema. Nele, o personagem principal é "interpretado" pelo ator original do filme, Chow Yun-fat (mais conhecido por seu papel em "O Tigre e o Dragão"), sendo que o ator teve seu rosto reproduzido no jogo, o que na época me deixou maravilhado... 


Coisa de outro mundo! 


   O enredo do jogo não é de uma primazia absoluta, mas pra quem gosta de jogos frenéticos, onde atirar pra todo lado pode ser considerado o objetivo principal, Stranglehold cumpre seu papel de forma impecável. Quase tudo no cenário é interativo à balas, e as tais "tequila time" são muito divertidas e sangrentas.

   Basicamente a história coloca nosso personagem numa situação com refém, quando Tequila Yuen se pré dispõe a tentar negociar com a Tríade (principal gangue do jogo) pela soltura de um policial. Infelizmente, após ser recebido a balas e matar todo mundo, Tequila descobre que o policial sequestrado havia sido morto.
Após vários eventos, a filha e a esposa de Tequila são sequestradas, fazendo o inspetor começar uma verdadeira epopeia para recuperar sua família, o que o leva a se envolver com a mafia russa e a viajar para os EUA.  
    
   Como disse antes, embora o enredo não seja de se ignorar, o que chama mais atenção no jogo são suas sequências de ação e o modo como você pode interagir com o mundo ao seu redor enquanto manda alguns membros de gangue pro inferno. Diversão garantida!


MINHAS NOTAS PRO JOGO:


Visual: 6,5
Enredo: 7,0
Áudio: 8,0
Jogabilidade: 7,0
Diversão: 7,5
Rejogabilidade: 5,5

Nota final do jogo: 6,92 



Pra quem está com o inglês em dia, segue o link do filme Hard Boiled completo e  legendado em inglês:


    

5 de outubro de 2012

Sejam todos bem vindos!



   Em primeiro lugar, me chamo Henrique (prazer!), tenho 29 anos (gosto de frisar isso, pois há quem diga que "joguinhos são coisa de crianças") e como qualquer outro moleque da geração Y, minha história de vida está intimamente ligada aos jogos eletrônicos e, como tantos outros, venho jogando desde a época do entardecer dos fliperamas, passando por Atari,  Phantom System,  Master System,  Game Gear, Game Boy, Mega Drive, Super Nintendo, N64, PSX, PS2  e outros, sendo que, mais recentemente, com pouca intensidade, PS3. Porém,  sempre fui mais ligado aos jogos de PC... E lá se vão 17 anos como jogador inveterado de jogos de computador.

    No entanto, meu ponto de vista difere, em muito, da maioria dos gamers (hardcore) que, geralmente, são desses tipos de fãs que sabem tudo sobre desenvolvedores, criadores,  distribuidores, roteiristas, diretores, etc, dos games que estão jogando.  Meu enfoque foi, e sempre será, me divertir. Afinal, quantos são os jogos, hoje, que trazem gráficos maravilhosos, texturas de cair o queixo, e uma rejogabilidade quase nula?

 Sou oriundo da época dos enredos mínimos, música repetitiva, gráficos "quadradinhos" e de muita diversão (embora adore um enredo elaborado, músicas que complementem o jogo e gráficos exuberantes), portanto creio que, como não poderia deixar de ser, os jogos tem que, em primeiro lugar, nos servir de entretenimento. Sim... Xiitas, eu disse isso. Mas isso não impede que o jogo seja, também, uma obra de arte. Como é visto e reconhecido por lei, em outros países.

    Esperem textos mais apaixonados e displicentes de minha parte. Quero comentar jogos novos e antigos, dar dicas e, fazer analises e resenhas, de uma forma mais casual.


   Mais uma vez, sejam todos muito bem vindos, e fica o aviso:

    Haters, regozijem! O Santo Graal chegou!



4 de outubro de 2012

O Começo.



Mas que semana de merda foi (para vocês que lerem isso) e está sendo (para mim) essa. Com a chegada da Verão-Primavera, que antecede o Verão- Verão, ter animo para qualquer tipo de atividade que não envolva ficar estático embaixo de uma sombra e água fresca tem sido difícil. Resolvi desafiar um pouco meus próprios limites, tanto físicos quanto mentais, e começar a produzir material para meu blog de games em parceria com outro amigo gamer. Afinal, se ambos não fossemos gamers, não montaríamos um blog sobre games.. E esperem diversos argumentos redundantes no seguir do texto, já que não costumo revisar e corrigir minha escrita.
O projeto do blog tem caminhado por diversos meses, e embora eu e meu amigo Henrique tivéssemos inclusive sentado e elaborado um plano de ação, esse plano de ação foi apenas verbal, e é claro, não vingou........ até alguns dias atrás, quando após muita indecisão, conseguimos chegar ao consenso da parte mais importante e mais difícil de se fazer: dar um nome para o blog! O resultado vocês já viram. Curtiram? Não se apeguem muito, ainda poderemos mudá-lo e aceitamos sugestões.
Gostaria de começar essa primeira postagem não com um assunto específico, seja resenha ou qualquer tipo de análise, mas com uma breve abordagem da minha proposta com o blog.
Eu já há algum tempo tentei elaborar um blog assim com outros amigos meus, mas  proposta não vingou.. Não sei se por preguiça, falta de empenho ou desinteresse, mas simplesmente não saiu do lugar. O Henrique então me veio com a proposta meio que absolutamente do nada, e eu obviamente aceitei! Demorou um pouco, mas estamos colocando a coisa em ordem. E isso nos leva ao propósito do blog, para mim.
Eu sempre gostei de games. Parece comum, mas na minha época já dava para perceber quem realmente era fã de games, dos fãs casuais. Os casuais levavam a coisa socialmente, uma pausa das brincadeiras de rua, das “consultas médicas” das pacientes da rua e tudo mais físico e energético que uma criança costuma fazer. Eu sendo criado só por mãe, tive uma vida bem caseira (embora eu sim, saísse pra rua e tivesse um baixo nível de convivência recreativa em grupos), e minha alegria era ficar jogando meu Turbo Game e as poucas fitas que tinha... Durante minha adolescência que, como diversas outras imagino, tive crises existenciais, inúmeras frustrações amorosas e minha paz e minha sanidade foram mantidas (o pouco que me restou) graças ao meu fiel PSX. O que eu aprendi com todos aqueles games, suas belas histórias e os valores que me passaram... Praticamente elaboraram, junto é claro, da minha amada mamãe, o alicerce que tenho hoje... E acreditem, embora eu ainda sofra com problemas, com certezas não há o que questionar na parte ética, moral e cívica (?) que os games (e minha mãe) tiveram em mim.
A idéia que tenho sobre esse blog é praticamente a de nostalgia. Eu vou falar sobre games por aspectos que nem todas as resenhas costumam falar, e vou fazer questão de dar meu melhor para que todos recebam a mensagem. É claro, vou analisar não apenas games antigos ou que foram bons para mim, mas alguns games que, embora eu não manje muito, também podem ser considerados ótimos. Com o advento da Internetz, tudo pode ser encontrado, baixado gratuitamente e todos podem ser felizes, a menos que você acredite no karma da pirataria, e nas leis da abundância... Não é meu caso, pois vou disponibilizar os games e emuladores, nem que eu mesmo tenha de upá-los.
Além das resenhas de games, irei também falar sobre algo que não tem muitos fãs por aqui no Brasil: as magníficas trilhas sonoras desses games. É um universo magnífico que eu nunca tinha pensando em mergulhar, mas após minha adolescência e a overdose de bandas de metal underground, eu precisava ‘renascer’ musicalmente.. E uau, que bem vinda foi essa mudança. Direi mais sobre isso em alguma outra postagem que eu abordar esse assunto. Irei falar não apenas das trilhas, mas dos compositores, eventualmente traduzindo entrevistas ou na medida do possível, conseguindo alguma (VERY HARD).
Meu entendimento é mais pro lado dos RPGs (ou J-RPGs, como alguns fãs de RPG de mesa ou os com regras AD&D vêem), embora eu também entenda um pouco de jogos de tiro, luta e estratégia. Mas planejo falar mais de RPG mesmo, e eventualmente adquirir um console da nova geração e conhecer novos games.
Enfim, acho que isso é o suficiente para a primeira postagem. Um abraço a todos que passarem por aqui.