Depois de muito tempo
ruminando um post, tendo abandonado o blog por mais de 1 mês, decidi voltar
fazendo por merecer. Portanto, este post vai contar um pouco de 2 jogos
espetaculares que estive jogando durante esse recesso.
DARKSIDERS : WRATH OF WAR
O jogo foi desenvolvido
pela Vigil Games e publicado pela THQ
para o Playstation 3, Xbox 360 e
PC em 2010.
Embora tenha recebido boas
críticas (média de 8,5 nas reviews de revistas especializadas) e vendido muito bem (um pouco mais de 1,2
milhão de cópias vendidas no primeiro mês de lançamento), existem aqueles que
torceram o nariz pro jogo, acusando-o de "falta de originalidade".
Pois bem, na verdade eu penso que ele traz um mais do mesmo costurado com
maestria, exaltando aspectos da jogabilidade de vários outros jogos, de forma
tão competente que, em alguns pontos, chega a ultrapassar, qualitativamente,
alguns destes que serviram como inspiração.
Basta meia hora de jogo
para perceber que alguns detalhes de jogos como God of War, Prince of Persia,
Devil May Cry, Shadow of Colossus e Legacy of Kain foram trazidos à sua
jogabilidade, o que só abrilhantou o game.
A história conta que os reinos do Inferno e do Céu sempre estiveram em guerra, porém nunca havia sido definindo o lado vencedor. Em meio a isso, surge um novo reino, o da Terra, que se encontra bem no meio dos outros dois.
Para que o equilíbrio
fosse conquistado foi feito um tratado (Pacto dos sete selos) onde os dois
rivais decidiram que a guerra deveria parar até que o Reino da Terra estivesse
preparado para lutar e se defender de igual para igual, e os sete selos
tivessem sido rompidos.
Disso, surgem os quatro
cavaleiros do apocalipse, com o intuito de se manter o equilíbrio e honrar o
tratado.
No jogo, você comandará
Guerra (cá entre nós, um sujeito meio travadão, porém muito poderoso), o mais temido
dos 4 cavaleiros, que é chamado à Terra e, pensando que os selos haviam sido
rompidos, começa a lutar com anjos, humanos e demônios.
Porém, durante a batalha
como o demônio Straga, Guerra é derrotado e morto. Após essa derrota, Morte
é trazido frente ao Conselho que o considera culpado pelo apocalipse antecipado
e de ter se aliado ao Inferno. Ele pede ao conselho que tenha a chance de
provar sua inocência, voltando a uma Terra destruída e dominada pelos
vitoriosos Demônios, 100 anos após sua morte.
E a partir daqui, chega de spoilers!
Vamos voltar à analise do
jogo...
Pois bem... O jogo é muito
bonito, todo cartunizado e colorido, com cenários de cair o queixo, com uma
ambientação magistral lhe proporcionará, mais ou menos, 15h de boa diversão.
Além disso, toda a
sonorização, incluindo a trilha sonora, chama muito a atenção pela sua ótima
qualidade. Mas, o que chama mesmo a atenção neste jogo é o seu roteiro (assim
como os personagens inclusos nele). É uma história tão imersiva e cativante que
nos deixa ansiosos pela próxima cut scene (coisa rara).
Em resumo, tanto o Darksiders
quanto seu sucessor, são jogos obrigatórios aos amantes dos games.
MINHAS NOTAS PRO JOGO:
Visual: 9,0
Enredo: 8,5
Áudio: 9,0
Jogabilidade: 7,0
Diversão: 8,0
Rejogabilidade: 7,0
Nota final do jogo: 8,08
DARKSIDERS II
Lançado em Agosto de 2012,
este jogo, muito aguardado, não deixou os fãs nem um pouco decepcionados, apesar da troca do personagem principal, e das muitas mudanças em sua
jogabilidade.
Embora ainda traga muitas características de outros jogos de sucesso, o jogo ganhou muito em relação a construção de uma identidade própria, ao incorporar alguns elementos de MMO (mesmo sendo jogado offline), e superando seu antecessor quanto a qualidade gráfica e quanto a plasticidade dos movimentos dos personagens.
Mas como nem tudo são rosas,
o enredo de Darksiders II não se mostrou tão empolgante quanto o do primeiro
episódio da série... O que é compensado com a riqueza da construção de seu
personagem principal, Morte.
Fiquei impressionado com as diferenças entre os protagonistas do primeiro jogo e do segundo. Diferenças que vão muito além da movimentação mais ágil de Morte em relação a seu pesado e truculento irmão. Pois são as disparidades do caráter psicológico de cada um que mais despontam neste jogo.
Morte, praticamente
carrega o jogo nas costas. Seu carisma é tão grande que logo que comecei a
jogar, outro protagonista, de outra série famosa de jogos me veio a mente.
Raziel, de Legacy of Kain : Soul Reaver.
Neste jogo, estaremos no
controle de Morte, que ao descobrir que seu irmão Guerra está sendo culpado
pela extinção dos homens e de uma suposta aliança com o Inferno, parte
na busca de algo que traga a absolvição de seu irmão e que revele a verdade sobre
os fatos que envolveram a quebra do Pacto dos Sete Selos, por acreditar que
tudo não passe de uma conspiração.
O jogo tem mais ou menos
35 horas de duração, porém existem muitas side quests que podem fazer que ele
passe a ser mais longo ( e o roteiro mais empobrecido). Além disso, o mapa é
duas vezes maior que o primeiro, mas não se anime, o jogo continua bem linear.
As sequências de luta
ficaram bem mais dinâmicas e uma variedade maior de armas possibilita maior
liberdade durante as mesmas. No entanto, nos dois jogos, a inteligência
artificial dos inimigos comuns não é muito admirável. Mas isso não tira a graça
de destroçarmos todos eles...
MINHAS NOTAS PRO JOGO:
Visual: 9,5
Enredo: 6,0
Áudio: 9,0
Jogabilidade: 8,0
Diversão: 8,0
Rejogabilidade: 7,0
Nota final do jogo: 7,91
A notícia ruim é que a THQ
anda meio ruim das pernas e periga falir, portanto, a continuação da Saga
Darksiders corre grande risco de não ser terminada. Eu vou ficar na torcida
pela venda de Darksiders II e recuperação financeira da THQ, senão nunca
conheceremos Conquista e Fúria, os outros dois cavaleiros do apocalipse
(adaptação de Fome e Peste), assim como nunca teremos um ponto final na
belíssima história que se iniciou em Wrath of War.





